AMD prepara novo gerador de múltiplos quadros com IA para competir com a NVIDIA
Documentos da API ADLX indicam que o FSR 4 permitirá taxas de geração de quadros de até 6x usando machine learning nas GPUs RDNA 4.

Enquanto todo mundo olhava para o domínio da NVIDIA, a jogada real da AMD estava acontecendo nos bastidores de seus novos drivers.
A fabricante acaba de revelar, por meio de documentos técnicos, que está preparando uma resposta de peso para o DLSS: o FSR 4.
E o objetivo é ambicioso: multiplicar o desempenho dos jogos em até seis vezes usando Inteligência Artificial.
O segredo escondido na API ADLX
> "A nova tecnologia permite selecionar a taxa de geração de quadros desejada para obter o melhor desempenho e qualidade visual."
A descoberta veio à tona através de atualizações na API ADLX da empresa. Um novo recurso, identificado como “IADLX3DFidelityFXFrameGenUpgradeRatioOption”, foi listado com descrições que sugerem um controle total do usuário.
Segundo o hardware/seguindo-a-nvidia-amd-prepara-novo-gerador-de-multiplos-quadros/" target="_blank" rel="noopener noreferrer" class="text-primary hover:underline">Canaltech, essa funcionalidade permitirá que os jogadores escolham exatamente o quanto querem que a IA trabalhe.
Na prática, isso significa que a AMD está abandonando o modelo fixo de um quadro gerado para um renderizado. Agora, o sistema poderá criar múltiplos quadros intermediários de forma inteligente.
O salto para o Machine Learning
Até agora, o FSR 3 utilizava técnicas de interpolação tradicional para criar novos frames. Isso funcionava bem em diversas placas, mas tinha limitações de qualidade.
Com a chegada das GPUs RDNA 4, a AMD muda o foco para o machine learning. Essa é a mesma abordagem que deu à NVIDIA a liderança absoluta com o DLSS 3.
A diferença entre FSR 3 e FSR 4
O FSR 3 funciona em quase qualquer placa de vídeo moderna. Ele usa vetores de movimento e algoritmos matemáticos fixos.
Já o FSR 4 será exclusivo para as novas Radeon RX 9000. Isso acontece porque ele exige núcleos de processamento de IA dedicados que só estão presentes na nova arquitetura.
O fim dos artefatos visuais
O uso de IA permite que a placa de vídeo entenda melhor o que está acontecendo na cena. Isso reduz borrões e artefatos em movimentos rápidos.
De acordo com últimas notícias do setor, essa mudança é vital para que a AMD consiga competir em fidelidade visual pura.
Taxas de geração de até 6x
O que mais impressiona nos documentos é a menção a taxas de geração que podem chegar a 6x. Mas o que isso significa na vida real?
Se o seu jogo roda nativamente a 30 FPS, a IA poderia, em teoria, elevar essa taxa para 180 FPS.
Confira como as taxas devem funcionar:
- Geração 2x: Dobra a fluidez original do jogo.
- Geração 4x: Quadruplica o desempenho, ideal para monitores de alta frequência.
- Geração 6x: Foco total em resoluções extremas, como o 4K ou 8K.
Essa flexibilidade é uma resposta direta ao “Frame Generation” da NVIDIA, que atualmente é o padrão ouro da indústria.
O desafio do Path Tracing nas Radeon
O grande vilão das placas de vídeo atuais é o Path Tracing. Essa tecnologia simula a luz de forma ultra-realista, mas consome recursos absurdos.
> "Ter um gerador de quadros multiplicado várias vezes é crucial para viabilizar o Path Tracing em resoluções altas."
Até mesmo placas potentes como a RTX 5090 sofrem para manter o Path Tracing sem auxílio de IA. Para a AMD, o FSR 4 é o único caminho para não ficar para trás.
Em análises técnicas, fica claro que as placas Radeon atuais perdem desempenho drasticamente quando esses efeitos são ativados.
Com o gerador de múltiplos quadros, a AMD espera que uma Radeon RX 9000 consiga entregar uma experiência estável em títulos AAA extremamente pesados.
Por que isso importa agora?
A NVIDIA conseguiu fazer com que uma placa intermediária, como a RTX 5070, rodasse jogos em 4K graças ao DLSS. A AMD precisa provar que pode fazer o mesmo.
O mercado de PCs gamer está cada vez mais dependente de software e IA, e menos de força bruta.
A arquitetura RDNA 4 será a prova de fogo para a empresa. Se o FSR 4 entregar o que promete, a disputa pelo topo do mercado voltará a ficar equilibrada.
O papel do AFMF
Vale lembrar que a AMD já possui o AMD Fluid Motion Frames (AFMF). Ele permite gerar quadros via driver em quase qualquer jogo.
No entanto, o AFMF não usa IA e pode causar quedas de latência. O FSR 4 integrado ao jogo deve resolver esses problemas de resposta.
O veredito
A AMD finalmente aceitou que a IA é o único caminho para o desempenho de elite.
Se as promessas de geração de 6x se confirmarem, poderemos ver uma revolução em como consumimos jogos pesados em hardware menos potente.
A grande questão agora é: o FSR 4 será bom o suficiente para convencer os usuários a abandonarem o ecossistema da NVIDIA?
O futuro das placas de vídeo não é mais sobre quantos transistores você tem, mas sobre quão inteligente é o seu software.
Redação SWEN
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