Imagine abrir um portal de notícias carregado de anúncios e fotos agressivas e, com um clique, transformar tudo em ilustrações suaves. O Google Chrome está testando o **Indigo**, uma inteligência artificial que substitui imagens de sites em tempo real por versões geradas. A novidade promete mudar radicalmente como consumimos conteúdo na web, mas ainda está escondida nos códigos do navegador. ## O que é o projeto Indigo? > "O Indigo funciona como uma camada visual que altera fotos sem modificar o conteúdo real do site original." Identificado inicialmente pelo portal [SammyGuru](https://canaltech.com.br/software/chrome-pode-ganhar-ia-que-muda-a-cara-dos-sites-em-tempo-real/), o recurso aparece em trechos do código do **Chromium**. Isso significa que a ferramenta ainda está em fase de desenvolvimento e não foi liberada para o grande público. Na prática, o navegador detecta imagens compatíveis em uma página e oferece a opção de substituí-las por algo novo. Essa mudança acontece apenas para o seu navegador, sendo uma modificação temporária e puramente estética. ### Uma nova interface de navegação Quando o recurso estiver ativo, um botão dedicado deve aparecer diretamente na barra de endereços do Chrome. Ao clicar nele, o usuário acessa o painel **"Generated by Google"**, que serve como central de controle para a IA. Mesmo com o painel visível em versões de teste, as funções de geração ainda estão desativadas pelos engenheiros. >📌 LEIA MAIS: [Qual é a diferença entre usar um navegador de IA e um comum?](https://canaltech.com.br/software/qual-e-a-diferenca-entre-usar-um-navegador-de-ia-e-um-comum/) ## Como a mágica acontece na tela Apesar de parecer um processo simples, a engenharia por trás do Indigo é bastante complexa e exige poder computacional. Ao contrário de algumas funções básicas, o processamento das imagens **não é feito localmente no seu computador**. Quando você decide alterar uma foto, o Chrome envia o arquivo original para os servidores de alto desempenho do Google. Lá, os modelos generativos processam o pedido e devolvem uma nova imagem que é sobreposta ao site original. ### O controle nas mãos do usuário O Google planeja oferecer três ações principais dentro da interface do Indigo para garantir flexibilidade: - **Regenerar**: Cria uma nova versão baseada na mesma imagem original. - **Substituir**: Troca o conteúdo visual por algo completamente diferente. - **Deletar**: Remove a imagem da visualização para limpar o layout da página. Essas opções permitem que o usuário tenha um controle editorial sem precedentes sobre o que vê na internet. ## Por que o Google quer mudar os sites? Historicamente, o Google sempre buscou formas de tornar a web mais legível através de recursos como o "Modo Leitura". No entanto, o Indigo vai muito além da simples formatação de texto, atacando a poluição visual das páginas. Segundo informações da [Fonte original](https://canaltech.com.br/software/chrome-pode-ganhar-ia-que-muda-a-cara-dos-sites-em-tempo-real/), o objetivo é oferecer um filtro adicional de navegação. Isso pode ser usado para suavizar fotos com alto contraste que cansam a visão durante a leitura prolongada.  ### Filtragem de conteúdos sensíveis Outro uso nobre para o Indigo é a substituição de conteúdos sensíveis ou perturbadores por imagens neutras. Imagine navegar por notícias pesadas e ter a opção de ver apenas representações artísticas menos gráficas. Essa camada de proteção pode transformar o Chrome em um navegador muito mais seguro para ambientes familiares. De acordo com a seção de [Apps](https://canaltech.com.br/apps/) do Canaltech, a integração de IA em navegadores é a tendência mais forte de 2024. >📌 LEIA MAIS: [ChatGPT Atlas vs Chrome com Gemini: veja o que muda](https://canaltech.com.br/software/chatgpt-atlas-vs-chrome-com-gemini-veja-o-que-muda-entre-os-navegadores-de-ia/) ## O modelo técnico por trás do Indigo Ainda existe um mistério sobre qual motor de IA o Google utilizará para sustentar essa funcionalidade em tempo real. Como a substituição precisa ser rápida para não travar a navegação, o uso de modelos pesados está descartado. Especialistas do [Android Police](https://canaltech.com.br/software/chrome-pode-ganhar-ia-que-muda-a-cara-dos-sites-em-tempo-real/) sugerem que o Google usará uma versão otimizada do Gemini. ### O dilema do processamento em nuvem O fato de o processamento não ser local levanta questões importantes sobre a latência da navegação web. Enviar e receber imagens constantemente pode consumir muita largura de banda e atrasar o carregamento dos sites. Por isso, espera-se que o Google utilize um modelo mais leve que o conhecido **Nano Banana**. O foco aqui é eficiência: a imagem gerada nã